quarta-feira, dezembro 12, 2018
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Suspeito detido por pedofilia na internet em Paulista

O suspeito detido pela Polícia Federal em Pernambuco durante a Operação Darknet II, deflagrada na manhã desta terça-feira (22) para desarticular uma rede nacional de pedofilia na internet, vai responder ao processo em liberdade. De acordo com a PF, ele foi autuado em flagrante por possuir ou armazenar fotografia e vídeo com cena de pornográfica envolvendo criança ou adolescente, mas teve o direito de pagar uma fiança de R$ 1 mil.

No interrogatório, o suspeito informou que criou um perfil falso na rede mundial de computadores para participar de um jogo on-line. Assim, conheceu uma pessoa de São Pauloe passou a compartilhar material pornográfico infantil.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido, às 6h, na residência do suspeito, que tem 34 anos. A casa fica em Maraguape II, em Paulista, no Grande Recife.

A princípio, a PF havia informado que o homem autuado era um universitário. Depois do depoimento prestado na sede da corporação, na área central da capital, confirmou que se trata de um técnico em informática.

A Operação Darknet II em Pernambuco mobiliou seis policiais federais. A ordem judicial partiu da 4ª Vara da Justiça Federal no estado. Foram apreendidos um notebook, um celular,  quatro discos rígidos e três pen drives. No rastreamento, os policiais detectaram arquivos de fotos e vídeos com material pornográfico infantil.

A casa do morador de Paulista foi um dos locais com mandado de busca e apreensão emitidos para a Operação Darknet II, deflagrada em 16 estados. Ao todo, a PF cumpriu 70 mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar.

Além de Pernambuco, a Operação Darknet II mobilizou policiais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas. Mais de 300 policiais federais integram a segunda fase da ação. São investigadas 67 pessoas suspeitas de trocarem e distribuírem fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Sete ordens judiciais foram antecipadas durante a investigação para evitar o possível abuso de crianças no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná. Conforme a PF, desde a primeira operação da Darknet, em 2014, é desenvolvida uma metodologia para investigar e identificar usuários da chamada Deep Web, considerado um meio para divulgação de conteúdos de maneira anônima.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, estes ambientes virtuais são arquitetados para impossibilitar a identificação do ponto de acesso (IP) ao ocultar o real usuário que acessa a rede.

Darknet

No dia 17 de outubro de 2010, um jovem de 21 anos que trabalhava como educador social em uma organização não-governamental (ONG) que atende crianças em Olinda, no Grande Recife, foi preso pela PF. Ele era alvo da Operação Darknet. Em todo o país, a ação prendeu 53 pessoas.

A prisão aconteceu no bairro de Jardim Atlântico. Os peritos criminais federais encontraram milhares de vídeos e fotos de crianças sendo abusadas sexualmente.

Foram apreendidos dois discos rígidos do suspeito, que foi autuado em flagrante por possuir ou armazenar fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente. Se condenado, ele pode pegar de 1  a 4 anos de reclusão.

Fonte: G1-PE

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