quarta-feira, dezembro 19, 2018
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Intervenção no PMDB de Pernambuco expõe truculência de Jucá

Líder do chamado PMDB autêntico, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PE) foi vítima da truculência do presidente do partido, senador Romero Jucá (RR). Para a jornalista Rosângela Bittar, do jornal Valor Econômico, Jucá aplicou em Jarbas “uma rasteira bem engendrada, cheia de dissimulações e truques grosseiros, tendo como instrumento o senador Fernando Bezerra Coelho (PE)”.

“Um grupo de políticos do PSB vinha negociando sua transferência para o DEM com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o prefeito de Salvador, ACM Neto, quando foi atropelado por uma jamanta. No time estavam o senador Bezerra Coelho e o seu filho, ministro das Minas e Energia, Fernando Filho, os dois com projeto político enraizado em Pernambuco onde o PSB está aliado ao PMDB de Jarbas e não ao DEM. O ex-deputado Raul Henry (PMDB), presidente do diretório, é vice-governador de Paulo Câmara (PSB), num acordo costurado pelo falecido Eduardo Campos, morto na campanha presidencial de 2014”, observa.

A crise veio à tona durante “a votação da primeira denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer, na Câmara, e Jarbas Vasconcelos aprovou a continuidade das investigações, votando contra o presidente e a orientação do partido, que fechou questão, numa atitude inédita para o PMDB. Jucá iniciou, então, uma guerra contra o deputado independente”, ressalta a jornalista.

O acordo costurado entre Jucá e Fernando Bezerra Coelho possibilitou a filiação do senador pernambucano ao PMDB “na véspera do feriado da Pátria, convocando-se para hoje uma reunião da Executiva Nacional para decretar intervenção no diretório de Pernambuco”, afastando Henry da presidência estadual e impedindo a reedição da aliança com o governo Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, além de isolar o grupo de Jarbas Vasconcelos.

Nestas condições, FBC seria o candidato do PMDB para disputar o governo estadual uma vez que “se Jucá conseguir afastar mesmo do partido Jarbas e Henry, o governador Paulo Câmara fica sem o cacife eleitoral da legenda para sua candidatura à reeleição”.

Fonte: Brasil 247

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