quarta-feira, dezembro 19, 2018
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Homem morto na PE-15 era detento e viajava em Uber para realizar exames no Grande Recife

O homem, de 39 anos, morto a tiros na rodovia PE-15, em Olinda, era detento do semiaberto da Penitenciária Agroindustrial São João (PAISJ), localizada na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife, e havia solicitado um Uber para realizar exames nesta quarta-feira (2). A informação foi confirmada pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres).

De acordo com a Polícia Militar, no carro baleado havia dois detentos da PAISJ e o motorista contatado pelo aplicativo. Eles foram cercados, com o veículo ainda em movimento, por um carro com quatro ocupantes. Armados, três homens saíram e efetuaram os disparos contra os dois presos. Tanto o motorista do aplicativo quanto o outro detento não ficaram feridos.

“Quando a gente chegou ele já estava morto. O outro passageiro nos informou que eram quatro elementos em um Renault Clio preto. Eles efetuaram disparos de ponto 40 e calibre 12. Eles fugiram sentido Peixinhos [Olinda]”, contou o sargento da Polícia Militar Leandro Carvalho.

O crime ocorreu no início da manhã desta quarta, em um horário de pico na via, que precisou ser interditada pela PM. Por volta das 7h30, o congestionamento chegou a três quilômetros. O trecho foi liberado às 10h30. O local do assassinato fica próximo a um supermercado.

Os vidros dianteiro, traseiro e laterais ficaram com as marcas dos tiros. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo a perita criminal Vanja Coelho, a cena do crime foi bastante modificada por conta dos curiosos. Ao todo, o carro foi alvejado 15 vezes. O detento usava tornozeleira eletrônica. Com ele foi encontrada uma carteira com R$ 3.500 em espécie. O carro foi encaminhado para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para uma perícia complementar.

SAÍDA DA PENITENCIÁRIA

De acordo com a Seres, o motorista do aplicativo buscou o detento na própria penitenciária. Entretanto, não soube informar se dentro ou fora da unidade. A Seres também garante que não foi o preso que solicitou o serviço de transporte, já que é preciso um smartphone com internet para realizar o pedido.

A pasta diz que ele foi vistoriado antes de deixar a PAISJ e que não havia nenhum aparelho celular, assim como em sua cela. Contudo, a Seres não irá investigar como o Uber foi solicitado.

“O detento teve direito, na manhã desta quarta, à permissão de saída sob monitoramento eletrônico para consulta médica, conforme prevê a Lei de Execução Penal. Ao saírem da unidade prisional, sempre com a confirmação do agendamento e do horário do retorno, os detentos são revistados, assim como a cela ocupada por eles. A condução utilizada para o deslocamento do detento fica a critério dele”, disse a Seres em nota.

Fonte: G1-PE

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