segunda-feira, abril 22, 2019
Home > Denúncias > Exército e Força Nacional assumem segurança em PE

Exército e Força Nacional assumem segurança em PE

joão-lyra-netoA decisão dos policiais e bombeiros militares de Pernambuco em manter a greve iniciada nesta terça-feira (13) fez com que a situação de tensão vivida na Região Metropolitana do Recife (RMR) tomasse proporções alarmantes. Em vários pontos da RMR, o comércio não abriu as portas enquanto que, em outros, houve arrastões e saques realizados por parte da população. Para conter a situação, a Força Nacional de Segurança chegou em Pernambuco no começo da manhã, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT) terá uma reunião com o governador de Pernambuco, João Lyra (PSB), ainda nesta tarde. Em municípios do interior, como Garanhuns, tropas do Exército foram deslocadas para garantir a ordem.  Blindados também tomam posições em ruas da capital.

A reunião entre o ministro da Justiça e o governador João Lyra para discutir estratégias referentes a segurança durante o período em que durar a greve está marcada para acontecer às 16h. O general José Carlos de Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), responsável por comandar a operação do Exército Brasileiro e da Força Nacional em Pernambuco, também participará do encontro.

Os primeiros homens da Força Nacional desembarcaram por volta das 5h da manhã e já foram designados para atuar em diversos pontos da RMR. O contingente deverá ser reforçado ao longo desta quinta-feira. O número de policiais envolvidos no aparato de segurança não foi informado.

Enquanto a situação não é normalizada, a população vive momentos de pânico. Na Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais pontos de comércio do Recife e uma das principais artérias viárias da capital, no centro da cidade, as lojas estão fechadas.

No bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, o comércio também não está funcionando. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), a orientação é para que os comerciantes fechem mais cedo para evitar a falta de segurança proporcionada pela greve. Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, boa parte do comércio amanheceu fechada. O comércio em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, também não abriu.

Saques, arrastões, depredações e assaltos foram registrados em praticamente todos os bairros da RMR. Em muitos acordado um compromisso para terminar com a paralisação. “Acordaram com o governo de encerrar o movimento. Não cumpriram o acordo e decidiram manter a greve”, afirmou o governador, durante entrevista à Rádio Jornal, nesta quinta-feira (15). De acordo com o gestor, a ação foi uma “insensatez”.

Lyra também prometeu identificar e punir os responsáveis pela onda de saques na RMR. “Não vamos esperar a greve acabar. Vamos identificar tudo já nesse momento e tomar as devidas atitudes. Já estamos com reforço federal e do exército”, garantiu o gestor.

Após tomar conhecimento de que os policiais continuariam em greve, o Governo de Pernambuco entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) pedindo a ilegalidade da paralisação. O pedido foi acatado pelo presidente do TJ-PE, desembargador Frederico Neves, e o movimento terá que pagar multa de R$ 100 mil para cada dia de greve.

Após a confirmação de ilegalidade, os representantes do governo suspenderam temporariamente os diálogos, afirmando que as negociações somente serão recomeçadas quando os policiais voltarem ao trabalho.

Além da greve da PM e dos bombeiros, os agentes penitenciários de Pernambuco também ameaçam entrar em greve no Estado. O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco convocou a categoria para realizar um protesto em frente ao Palácio do Campo das Princesas nesta quinta-feira e entregar uma pauta de reivindicações para o governador. Caso as reivindicações não sejam cumpridas, o setor pode aderir à greve dos policiais e bombeiros militares.

A Polícia Militar e os Bombeiros de Pernambuco estão parados desde a noite desta terça-feira (13), reivindicando por melhores salários, uma reformação do Plano de Cargos e Carreiras e uma reformulação do Centro Médico-Hospitalar (CMH) dos policiais e bombeiros. A categoria pede aumentos de 30% a 50% nos pagamentos, dependendo da patente. O governo, entretanto, ofereceu um aumento de 14,55%, fruto de um acordo anterior. Em nota, o governo ressaltou que o aumento reivindicado pelos policiais é impraticável devido à Lei de Responsabilidade Fiscal e pelo fato da legislação não permitir aumento salarial para negociações iniciadas em ano eleitoral.

Do Portal 247

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *