quinta-feira, dezembro 13, 2018
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Um tiro na democracia

Acusações, denuncismo, escândalos, figuras expostas, interesses contrariados, imprensa séria, imprensa sensacionalista, troca-troca de ministros e auxiliares: até quando iremos assistir a este festival de politicalha? É obvio que isso tudo não começou com o governo Lula, no episódio do mensalão, ou antes, no governo FHC, com as privatizações e o caso da pasta cor de rosa.

Este é um processo antigo no país, desenhado pelo patrimonialismo, clientelismo e tantas outras formas de se apropriar do público em favor do privado. A Res Pública (coisa pública) é objeto de loteamento por parte de grupos e partidos aliados ao poder de plantão, independente de siglas partidárias ou de personalidades, por mais respeitadas e ilustres que sejam. O recente pronunciamento do ministro do trabalho, Carlos Lupi, diante das acusações que vem recebendo, afirmando que só sairia do ministério através de um tiro, provocou o descontentamento da Presidenta Dilma, que o qualificou de extremamente exagerado.

Na verdade, esses episódios seguem atirando sim, mas em nossa frágil democracia, onde o gestor para puder governar, precisa repartir espaços de poder entre os aliados, que por sua vez, privatizam os ministérios ou secretarias em favor de suas legendas ou de seus projetos pessoais, como se fossem governos dentro de um mesmo governo. Precisamos de uma profunda Reforma Política e não apenas de bons representantes, já que valores como, honestidade, transparência e zelo com a coisa pública, vem de berço, pois são traços de uma personalidade correta, forjada em cima de bons exemplos, na família, na escola e na vida em sociedade. Pressione seu deputado federal para que vote a favor de uma grande reforma no sistema político e eleitoral neste país.

 



 

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