domingo, agosto 19, 2018
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Sem fazer o sucessor

Nem todo prefeito quer indicar um sucessor. E este é o ingrediente que paira por trás da demora de alguns gestores para carimbarem um nome que tenha sua benção na corrida sucessória de 2012.

A resistência em “bancar” um candidato está, entre outras razões, no temor de traição ou de “perda de território”. Um exemplo dessa estratégia de “lavar as mãos” foi posta em prática pelo deputado estadual Carlos Santana (PSDB).

Ao deixar a Prefeitura de Ipojuca, na última administração sua, o tucano não apoiou qualquer nome. Nem pensa em fazê-lo no futuro. Ele não é o único. A regra, nesses casos, é até apresentar, formalmente, uma opção, no entanto, sem brigar, para emplacá-la. A tendência é que aconteça quando o gestor em exercício tem planos futuros para concorrer ao mesmo cargo ou a outro, e evita dar fôlego a uma terceira via.

Muitos deles já possuem, por exemplo, representantes seus na Assembleia Legislativa, os quais estão, automaticamente, na fila, seja para concorrer ao Executivo futuramente, seja para renovar mandato na Alepe. A cena pode ser vista em Paulista, onde o prefeito Yves Ribeiro patina entre um leque de nomes sem bater o martelo por nenhum. Deputados, nos bastidores da Alepe, reconhecem a tática do “manter-se neutro”. Podem até admitir que estão com determinado postulante, mas, dizem, algo como “ter candidato de mentirinha”.

Da Folha-PE por 
Renata Bezerra

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