quinta-feira, Abril 19, 2018
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Relatório indica que não houve pane em avião que caiu com Teori Zavasck, diz FAB

Pouco mais de um ano após a morte do ministro Teori Zavasck, em acidente aéreo, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão subordinado à Força Aérea Brasileira (FAB), informou que não há registro de panes ou mau funcionamento na aeronave que caiu com o ministro.

O relatório final da investigação foi divulgado nesta segunda-feira (22). De acordo com o coronel aviador Marcelo Moreno, encarregado pelo caso, o avião estava com a manutenção atualizada e a documentação em dia. Além disso, ele ressaltou que decolagens e pousos no aeroporto de Paraty são seguros, desde que respeitadas as condições visuais e meteorológicas.

Para a FAB, embora o piloto do avião, Osmar Rodrigues, fosse experiente e pilotasse o avião desde 2010, as condições de visibilidade eram “restritas” na hora do acidente, “muito abaixo” da exigida e a informação estava disponível para o piloto. “A visibilidade horizontal da baía do Paraty no momento do acidente estava em 1,5 mil metros, muito abaixo da requerida, que é de 5 mil metros”, ponderou. Osmar Rodrigues havia feito 33 voos com destino a Paraty. Ele também estava com a documentação em dia.

Teori morreu na tarde do dia 19 de janeiro, em um acidente de avião no litoral do Rio de Janeiro. A aeronave, que partiu de São Paulo, transportava quatro passageiros e caiu próximo a Paraty (RJ). Membro do STF desde 2012, Teori, que tinha 68 anos, era o relator dos processos relativos à Operação Lava Jato na Corte. Os demais ocupantes eram o empresário do grupo Emiliano e dono do avião, Carlos Alberto Filgueiras; a massoterapeuta Maira Lidiane Panas Helatczuk; a mãe dela, Maria Ilda Panas; e o piloto, Osmar Rodrigues.

De acordo o Cenipa, a principal causa da morte das cinco pessoas abordo do avião foi politraumatismo, causado pelo impacto da queda da aeronave. “Ainda que tenha sido divulgado que um dos tripulantes foi encontrado com vida 40 minutos após o acidente, o afogamento foi causa acessória do acidente. A causa das mortis foi politraumatismo”, disse o investigador da FAB.

Fonte: Congresso em Foco

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