sexta-feira, abril 19, 2019
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Polícia Civil apreende 75 quilos de pasta base de cocaína

Policiais civis da 1ª Delegacia do Departamento de Repressão ao Narcotráfico, em parceria com agentes do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal (NOE/PRF), fizeram a maior apreensão de pasta base de cocaína da história da Polícia Civil de Pernambuco. Ao todo, foram retirados de circulação quase 75 quilos do produto, que, ao ser processado daria origem a 223 quilos de crack. O entorpecente estava sendo transportado de Goiás para o Estado por três homens em dois carros diferentes. Um deles, um Celta, que foi interceptado no posto da PRF do município de Igarassu. O segundo automóvel, um C4 Palas, foi encontrado no bairro de Maranguape II, em Paulista.

Segundo a polícia, a droga per­tencia a Cleiton Pereira Cam­pos, de 41 anos. Ele teria vindo de Goiás com o “sócio mi­noritário do esquema criminoso”, Wilson Rosa, de 33 anos. Antes de chegarem a Per­nambuco, eles ficaram qua­se uma semana nas praias do Rio Grande do Norte. Enquanto isso, os 62 quilos do produto apreendido estavam escondidos no C4 Palas utilizado pela dupla. “Eles fizeram vários passeios por Natal, como se fossem turistas normais. Essa foi uma estratégia utilizada por eles para tentar nos des­pistar”, explicou a delegada Tais Galba.       

Os donos da droga só foram descobertos no bairro de Maranguape II depois que o motorista do Celta, o pernambucano Fábio Santos Ra­mos de Lucena, de 28 anos, foi detido no posto da PRF. “No Cel­ta dele foram encontrados cerca de 13 quilos da pasta base de cocaína. Depois de uma conversa, ele nos disse com quem estava o restante da droga, que já sabíamos que entraria em Pernambuco, afinal foi um mês de investigação. A partir daí, fomos à Paulista, no bar do Jacaré, onde estava a dupla com o restante do produto”, explicou a delegada.

Além da pas­ta base de cocaína apre­en­dida, foram encontrados com os acusados R$ 884 em espécie e mais de R$ 13 mil em cheques. Com o trio também estavam 200 gramas de maconha, que deveria ser para consumo próprio, segundo a polícia. De acordo com os investigadores, os 75 quilos da pasta daria para produzir mais de 900 mil pedras de crack. 

NÚMEROS
Este ano, o Denarc retirou de circulação 223 quilos de pasta base de cocaína, 342 quilos de cocaína e 76 quilos de crack. “Isso é a demonstração de que o trabalho do nosso departamento especializado vem dando excelentes resultados. Com essas apreensões, a população pernambucana ganha, pois os jovens ficam menos expostos a esses produtos que estão destruindo tantas famílias”, disse o diretor de Operações da Polícia Civil, Osvaldo Morais.

Da Folha-PE 

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