quinta-feira, Abril 26, 2018
Home > Internet > Justiça processa estudante que ofendeu nordestinos no Twitter

Justiça processa estudante que ofendeu nordestinos no Twitter


A Justiça Federal de São Paulo recebeu a denúncia oferecidapelo Ministério Público Federal (MPF) e abriu processo pelocrime de racismo praticado pela estudante de direito Mayara Penteado Petruso.Segundo a denúncia, apresentada pela Procuradoria da República em São Paulo, nodia 3 de maio, Mayara postou mensagens racistas em seu perfil no Twitter, nodia 31 de outubro de 2010.  O processo foi aberto em 04 de maio.


A estudante publicou tuítes ofensivos contra osnordestinos durante a apuração dos votos para a presidência do Brasil. Porconta dos comentários, que chegavam a incentivar o afogamento de nordestinos,Mayara teve que largar o curso de Direito da FMU e foi demitida do estágio quefazia. Notícias da época relataram que a garota passou a viver reclusa e nãofrequentava mais locais públicos, devido às retaliações das pessoas.  

Ao prestar depoimento ao MPF, Mayara assumiu que postou os comentários em suapágina do Twitter, confirmando ser de seu perfil uma cópia da tela, preservadacomo prova. O crime de racismo prevê pena de 1 a 3 anos de prisão e multa.Entretanto, se o crime é cometido em meios de comunicação social, como ocorreuno caso de Mayara, a pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão e multa.  

A atuação do MPF/SP no caso foi provocada por diversas mensagens de internautase entidades que informavam sobre a publicação de mensagens preconceituosas noTwitter.  O Ministério Público Federal recebeu inúmeras mensagens, emmídia e em páginas impressas. Destas, apenas duas tiveram a materialidadecomprovada.  

Além do tuíte de Mayara, também foi comprovada a materialidade da mensagempostada por Natália Campello: “O sudeste é um lixo, façam um favor ao Nordeste,mate (sic) um paulista de bala (sic)”. Os dois posts possuem conteúdosemelhante e são nitidamente racistas, na avaliação do MPF/SP, um contranordestinos e outro contra paulistas.  

Porém, no caso de Natália, embora tivessem reunidos alguns dados para suaqualificação, a acusação não obteve elementos suficientes para a indicação.Apenas sabem que ela mora em Recife e que, de lá, provavelmente, postou amensagem racista. O MPF pediu que cópias das investigações de Natáliafossem remetidos à Justiça Federal de Recife para o prosseguimento dasinvestigações. O pedido foi deferido pela Justiça Federal.

Redação do Informe-PE, Reportagem: Paulo Fernando


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *