domingo, dezembro 9, 2018
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Consequências da greve dos caminhoneiros geram novo debate em Plenário da Alepe

A reação do Governo Federal e do Estado à greve dos caminhoneiros voltou a ser discutida na Reunião Plenária desta quinta (31). Os deputados Romário Dias (PSD) e Isaltino Nascimento (PSB) elogiaram o desempenho da gestão estadual na crise, mas manifestaram preocupação com a perda de arrecadação que pode ocorrer em Pernambuco e sugeriram alterações na regulamentação da venda de combustíveis para reduzir o preço final ao consumidor.

Dias estimou que o Estado perdeu, diretamente, pelo menos R$ 300 milhões em arrecadação de ICMS com a paralisação. Além disso, o parlamentar afirmou que o Estado poderá perder ainda mais receita com a decisão do presidente Michel Temer de zerar a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel, já que 25% do valor arrecadado por esse tributo é repassado para Estados e municípios. “Daqui a alguns dias, veremos pessoas tentando denegrir o trabalho de Paulo Câmara porque obras não foram terminadas ou se o pagamento de salários dos servidores for ameaçado”, observou. A preocupação foi compartilhada por Zé Maurício (PP), enquanto Eduíno Brito (PP) também registrou que a “logística de transporte no Brasil depende demais do modal rodoviário”.

Romário Dias ainda sugeriu que usinas produtoras de álcool em Pernambuco possam vender combustível diretamente para os postos. Pela regulamentação atual da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o álcool só pode ser vendido para distribuidoras. “Esse combustível sai das usinas e é levado de caminhão por muitos quilômetros até chegar a Suape, quando poderia ser distribuído nos postos da região. Não podemos ter um desperdício como esse”, exemplificou o parlamentar, que recebeu apoio dos deputados Henrique Queiroz (PR), Nilton Mota (PSB) e Aluísio Lessa (PSB) para a proposta, que poderá vir a ser discutida na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe.

Líder do Governo, Isaltino Nascimento informou que mais 1,2 mil caminhões saíram, nessa quarta (30), do Complexo de Suape (sendo 694 de combustíveis; 330 de gás de cozinha; 53 com trigo, óleo e manteiga; e 145 com contêineres). O socialista comunicou que não há mais bloqueios em estradas no Estado e não houve uso da força para a liberação das rodovias.

“O Governo de Pernambuco deu uma demonstração de capacidade política, de agir em momentos difíceis e desenvolveu as ações de forma tranquila”, avaliou Nascimento. “Não se ouviu o disparo de um tiro sequer”, sublinhou, creditando a crise à “incapacidade” do Governo Federal. “Acompanhamos as dificuldades, dia a dia, para que Pernambuco garantisse o funcionamento dos hospitais, os medicamentos, a água, a limpeza urbana”, relatou, acompanhado, em apartes, por Laura Gomes (PSB) e Tony Gel (MDB). “O governador Paulo Câmara teve temperança, agiu no momento certo, respeitando os direitos daqueles que protestavam legitimamente, e fazendo cumprir a lei com inteligência”, sublinhou o emedebista.

Isaltino Nascimento também voltou a culpar a política da Petrobras sobre o preço dos combustíveis pela crise gerada pela greve, no que foi apoiado por outros deputados governistas. “Essa crise tem o rosto do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que praticou uma política de preços que sufocou a economia”, avaliou Laura Gomes. A opinião também foi corroborada por Nilton Mota.

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