terça-feira, outubro 17, 2017
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Folha relata problemas no trânsito da PE-15

São 12,7 km, seis faixas – duas delas exclusivas para o transporte público – e muitos problemas. Principal ligação entre o Recife e a parte norte da Região Metropolitana, a PE-15, hoje, é uma via saturada. São 45 mil veículos por dia e congestionamentos que não dão trégua. A escassez de alternativas para os deslocamentos na região, que é desprovida de linhas de metrô, torna a passagem pelo local praticamente obrigatória. A rodovia até foi alvo de projetos nos últimos anos, como o dos três viadutos erguidos nos bairros de Peixinhos, Bultrins e Ouro Preto, em Olinda. Espera, entretanto, pela conclusão de outros que prometem melhorar o trânsito dos ônibus e requalificar a via, bastante degradada.

O sentido do trânsito travado é bem definido. Pela manhã, um mar de veículos se concentra na chegada à avenida Pan Nordestina. À noite, a lentidão é no mesmo local e mais adiante, nas proximidades do Terminal Integrado da PE-15, em Ouro Preto. Quem passa de carro, claro, reclama das duas faixas. Diz que falta espaço, sinalização e que, em alguns trechos, os buracos na pista comprometem a segurança viária. “Fizeram os viadutos e ficou melhor, mas, antes de chegar a eles, fica tudo parado. Acho que tinham que abrir mais. É uma estrada muito antiga e apertada”, opina o técnico de comunicações Arthur Marinho, que trafega de carro todos os dias pela PE-15.

Com tantos veículos disputando espaço, o trecho da PE-15 em que o corredor de ônibus é separado apenas por uma faixa pintada no chão é ponto de desrespeito constante. Carros invadem o espaço exclusivo, comprometendo a velocidade do transporte público. Em alguns pontos, resquícios das obras de construção de estações de BRT também são um risco.

Canteiros centrais aparecem no meio da pista sem nenhum aviso. À noite, com a iluminação precária, o perigo aumenta. Os pedestres que o digam. “Não vou dizer que não tem semáforo. Tem. O problema são essas muretas. Vive morrendo gente aqui, porque tem carro que não vê e passa por cima. É preciso reformar essa rodovia toda. É ruim para que passa caminhando, para carro, para todo mundo”, relata o servente Paulo Holanda, 42 anos, morador da comunidade do Jatobá, às margens da PE-15.

Atualmente, a rodovia passa por obras de alargamento da ponte sobre o Canal da Malária, nas proximidades do Fórum de Olinda. O objetivo dos serviços, sob responsabilidade da Secretaria das Cidades, é aumentar o espaço viário e possibilitar que os ônibus trafeguem por uma faixa exclusiva também naquele trecho.

A rodovia ainda deve ser alvo de um edital da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer para recuperação de sua antiga ciclovia, instalada na margem direita (sentido Olinda-Paulista) e, hoje, ocupada por mato, lixo e estacionamentos irregulares. Um eventual projeto para a requalificação e reurbanização de toda a rodovia, entretanto, segue sem qualquer previsão.

O professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Leonardo Meira concorda com a necessidade de ações que melhorem a fluidez na PE-15, mas por meio de soluções de engenharia de tráfego, sem grandes obras que privilegiem o transporte individual.

“Pode-se melhorar a sinalização, adotar algumas medidas, mas não vejo como falar de alguma obra que aumente a capacidade da via [uma triplicação, por exemplo]. É uma rodovia que tem um corredor de transporte que funciona bem e essa deve ser a prioridade. Se houver investimento, o ônibus consegue transitar até mais rápido que os demais veículos. Seria um incentivo que as pessoas passam a perceber”, avalia.

Fonte: Folha-PE

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