Obras da Fiat completam um mês

A obra da fábrica da Fiat em Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, completa um mês hoje. Mais de 30% do galpão de dois mil metros quadrados, que será o quartel general da montadora para a construção da planta matriz, está concluído, segundo a construtora Quality Empre­en­dimentos. De acordo com o sócio-diretor da empresa, Paulo Cunha, a estrutura do escritório administrativo da montadora já está concluído. Amanhã, serão finalizados a concretagem e o polimento do concreto para o piso. Segundo a montadora, porém, a empresa que fará a construção da planta matriz da fábrica ainda segue sem nome.

“O piso foi antecipado em uma semana, enquanto a estrutura do galpão foi montada em cerca de dez dias antes do previsto. Nesse momento, entrará a instaladora com as partes de elétrica e logística. Com a chegada dessa equipe, a quantidade de trabalhadores ultrapassará os 100 funcionários em até 15 dias. Desse total, 26 são passaram pelas capacitações do Governo”, garantiu Cunha.

O número de trabalhadores contempla serventes, pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores, montadores, além de equipe de engenharia. A estrutura deve ficar pronta em 60 dias. A Fiat iniciou a obra da primeira etapa de construção com menos de 20 trabalhadores. Essa primeira etapa vai receber a estrutura da Fiat para monitorar todas as etapas da construção bilionária.

O galpão que está sendo construído conta com tecnologia avançada para o cumprimento do prazo, considerado “apertado” pela construtora. A estrutura é pré-moldada e vai seguir a linha de montagem por blocos. O galpão poderá ser desmontado no fim. Caso seguisse formatos tradicionais de construção, seriam necessários cinco meses, pelo menos.

Segundo a montadora, o projeto de engenharia da fábrica deve ficar pronto até dezembro. Por isso, ainda está em fase de negociação a escolha da empresa que vai construir o grande corpo do complexo, que vai ter 250 mil metros quadrados. O investimento total de implantação do complexo da Fiat varia entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões.

Por André Clemente Da Folha de Pernambuco

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